Programa Antídoto Portugal » Notícias » Antídoto na Imprensa
08 de dezembro de 2019
 
 Antídoto na Imprensa
02/12/2006
Mais de 20 cães já morreram envenenados

O programa antídoto- Portugal, a acompanhar esta situação desde 2004, alerta em comunicado para a falta de equipamentos das autoridades sanitárias para lidar com este tipo de situação: «As autoridades veterinárias não têm capacidade de actuação em casos de envenenamento».


Os veterinários municipais estão sob a alçada das autarquias e não da direcção-geral de veterinária. De acordo com o Ministério da Agricultura, apenas 15 por cento das Câmaras Municipais tem estruturas mínimas para alojar, necropsiar (autopsiar animais) e eliminar os cadáveres dos cães.

A fiscalização, por outro lado, está a cargo do Serviço Especial de Protecção da Natureza da GNR que recolhe amostras no terreno, com um kit fornecido pelo programa antídoto.


«O uso ilegal de venenos com o objectivo de matar animais é uma prática ainda muito frequente em Portugal e bem conhecida de todas as entidades relacionadas com a actividade cinegética», segundo os responsáveis do programa antídoto.

O Ministério da Agricultura confirma: «A queixa não é nova, é um hábito muito enraizado nalgumas zonas do país». Mas a Direcção-Geral de Recursos Florestais não recebeu qualquer reclamação de envenenamento durante esta época de caça.


Por isso, os responsáveis pelo programa antídoto alertam para a importância da denúncia. «Nenhum animal nesta situação deve ser eliminado sem autorização das autoridades. É fundamental que todos os proprietários dos animais que tenham sido envenenados apresentem uma queixa junto do posto da GNR mais próximo».


Para além de afectar os cães de caça, a estricnina espalhada pelos montes também é ingerida por outras espécies animais, algumas delas protegidas, comprometendo-as. É o caso das águias real e de boneli e dos lobos.


A estricnina é um veneno de uso ilegal em Portugal, mas continua a ser possível comprá-lo de forma ilícita no país vizinho e, possivelmente, em território nacional também.


Os proprietários que socorrem os seus cães, acabam muitas vezes por também manifestar sintomas de intoxicação e têm frequentemente de ser hospitalizados. Ainda este mês morreram quatro cães pertencentes a um grupo de caçadores e os homens que estiveram a tentar reanimá-los tiveram de ser hospitalizados na zona de Coimbra.

Por Ioli Campos

Ver notícia


Voltar à lista de notícias
webmaster@antidoto-portugal.org

Copyright © 2005 Programa Antídoto-Portugal