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08 de dezembro de 2019
 
 Veneno na Imprensa
25/01/2006
Cães envenenados na Brogueira

No início da semana passada, a população da aldeia da Brogueira, concelho de Torres Novas, viu-se confrontada com o misterioso desaparecimento dos cães vadios que habitualmente se encontravam junto ao largo da igreja. Já no final da semana, outros dois caninos foram transportados pelos donos ao veterinário, por suspeitas de envenenamento. Uma situação que começa a alimentar desconfiança e revolta na população.

Alexandra Teófilo não se conforma com o estado em que encontrou a sua cadela na última quinta-feira: “Comecei a sentir a Luna muito estranha. Ela tentava puxar a saliva e em menos de 10 minutos já estava a espumar e com o ritmo cardíaco muito acelerado. Levei-a imediatamente ao veterinário e, perante os sintomas, o que me disseram foi que provavelmente se tratava de envenenamento por herbicida”.

Ainda no veterinário, teve conhecimento que, na mesma semana, lá tinham aparecido dois cães com os mesmos sintomas. Soube mais tarde que se tratava dos animais da sua vizinha, que também não consegue justificar o sucedido.

Cristina Zuzarte Reis diz que “os cães fugiram e quando entraram em casa vinham num estado lastimável, muito doentes e fragilizados”. Inconformada com a situação, dirigiu-se ao posto da GNR de Torres Novas e apresentou uma queixa formal contra uma pessoa que considera suspeita. No entanto, a dona dos dois cães não se mostra muito confiante na eficácia das forças de segurança.

“Eles não têm culpa, mas não podem fazer nada, porque a lei não permite. O que nos disseram foi que nós somos responsáveis pelos cães e que não os podemos deixar sair de casa”.

Uma afirmação confirmada pelo Cabo Matos da brigada do ambiente da GNR: “A verdade é que os cães andavam à solta na via pública, sem qualquer protecção. É muito complicado provar que foram envenenados porque não existem testemunhas”.

O guarda explicou ainda que na eventualidade de se conseguir provar que os caninos foram envenenados, seria necessário apurar o tipo de veneno utilizado, o que se traduziria numa acção complicada: “É preciso levar os animais para serem analisados num instituto de Lisboa, sendo as despesas todas da responsabilidade dos proprietários dos cães”.

Perante as dificuldades, Alexandra e Cristina não têm dúvidas quando afirmam que “vai ficar tudo em águas de bacalhau”. E só nas próximas semanas poderão ter certezas quanto às sequelas a que os animais poderão estar sujeitos, subsistindo a hipótese de terem de ser abatidos.

Carla Paixão

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