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08 de dezembro de 2019
 
 Veneno na Imprensa
10/02/2006
Cães envenenados no Porto Santo

Não é uma novidade para quem tem cães como animais de estimação, ou por força de uma tradição secular na ilha os usem para o exercício da caça, o facto de em cada ano perderem, no mínimo, um animal.

Se na época venatória esse facto tem sido por demais explícito, o facto é que as denúncias e críticas ficam-se por entre portas. E atenção aos números. No ano passado, pelo que nos foi enumerado, só durante sensivelmente dois meses, período que durou a estação venatória, cerca de 20 caçadores ficaram sem um dos seus cães, todos por envenenamento.

Sem contabilizar os restantes que padeceram durante os outros meses do ano, estima-se que os números sejam bastante mais elevados, dada a existência de muitos cães vadios cujo seu desaparecimento não é participado ou divulgado.

Ao que tudo indica, este macabro processo de pôr termo à vida dos animais foi posto uma vez mais em marcha e está a atingir também os cães domésticos, considerados de companhia.

Um simples passeio no campo pode ser fatal. Até nos jardins e arredores de certas residências já foram encontrados vestígios suspeitos, nomeadamente bocados de carne supostamente contendo veneno.

A ausência de uma política de investigação e protecção destes animais leva a que, ano após ano, a cena se repita e vários animais pereçam dolorosamente.

Na última semana, quase em simultâneo dois moradores do mesmo sítio quase perderam os seus animais numa situação idêntica. Valeu-lhes no entanto a intervenção rápida no seu socorro, evitando uma morte certa.

Quanto aos prevaricadores, intitulados de "assassinos insensíveis" por uma das pessoas atingidas, "as entidades competentes devem tomar medidas para encontra-los e puni-los exemplarmente". Segundo o nosso interlocutor, "ninguém, nem os próprios animais, merecem uma morte tão dolorosa".

Em toda esta situação, a veterinária sediada na ilha não tem tido sossego. O seu papel tem sido extremamente importante na assistência dos animais tendo mesmo, segundo nos foi confirmado, esgotado o antídoto para estes casos, tendo mesmo chegado a recorrer ao Centro de Saúde para a sua aquisição.

Um esforço enorme por vezes inglório, já que em alguns casos, pouco ou nada há a fazer.

In http://www.dnoticias.pt
Foto:dn

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