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15 de agosto de 2018
 
 Notícias
27/11/2006
Cães de Caça morrem envenenados em várias regiões

No fim-de-semana de 18-19 Novembro, em Cinfães do Douro, um número ainda indeterminado de cães morreu no campo de forma súbita com sintomas de envenenamento. No dia 16 deste mês, na área de Coimbra, um grupo de 4 cães pertencentes a um grupo de caçadores morreu e vários proprietários que estiveram em contacto com os animais, tentando reanimá-los, acabaram também por manifestar sintomas de intoxicação tendo sido hospitalizados. Estes são apenas dois exemplos recentes que revelam a gravidade do problema.

O uso ilegal de venenos com o objectivo de matar animais é uma prática ainda muito frequente em Portugal e bem conhecida de todas as entidades relacionadas com a actividade cinegética, estando a ser acompanhada desde 2004 pelo Programa Antídoto – Portugal (PAP), uma plataforma de várias entidades públicas e privadas portuguesas para a monitorização e combate ao uso ilegal de venenos.

Durante a época de caça esta problemática torna-se mais visível. Os caçadores levam várias matilhas de cães para os montes onde a presença de venenos como a estricnina, pode dar origem a elevada mortalidade de animais. Em anos anteriores, contaram-se várias dezenas em episódios isolados. Na presente época venatória, a equipa de coordenação do Programa Antídoto – Portugal já teve conhecimento de dez episódios, em que terão morrido mais de duas dezenas de cães.

Maior capacidade de actuação da GNR/SEPNA e insuficiências na actuação veterinária

Desde o início da implementação da Estratégia Nacional contra uso ilegal de venenos, em vigor desde 2003, no âmbito do Programa Antídoto tem sido feito o levantamento das principais insuficiências nos processos de recolha e análise de animais com suspeitas de envenenamento. O principal problema detectado é a falta de equipamento e de formação das autoridades policiais. Por esta razão, foram fornecidos kits, com material para recolha de cadáveres e de amostras, às equipas do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e de Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza (ICN) e das Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR). Estes agentes receberam também formação sobre o Programa Antídoto e a correcta utilização do kit

Posteriormente, e após este avanço, foi possível detectar que as autoridades veterinárias não têm capacidade de actuação em casos de envenenamento. Um caso de suspeita de envenenamento de um animal deve merecer toda a atenção e correcta actuação da Autoridade Veterinária Municipal. Contudo, os Médicos Veterinários municipais não dispõem, na grande maioria dos casos, das condições necessárias para realizar os trabalhos de acompanhamento das autoridades e de recolha de material para análise.

O Programa Antídoto considera que esta lacuna deverá merecer uma atenção especial no futuro por parte das autarquias e das autoridades sanitárias, nomeadamente da Direcção-Geral de Veterinária, dada a gravidade das situações detectadas.

A denúncia é essencial – uma questão de cidadania

Todos os casos de suspeita de envenenamento devem ser denunciados e nenhum animal nesta situação deve ser eliminado sem autorização das autoridades. É fundamental que todos os proprietários de animais que tenham sido envenenados apresentem uma queixa junto do posto da GNR mais próximo, cedendo todas as informações de que dispõem, incluindo eventuais suspeitas sobre o(s) autor(es) do crime.
Só dessa forma, com a participação dos cidadãos ao nível da denúncia e do pagamento de todos os custos associados à detecção dos venenos utilizados, será possível alcançar os objectivos do Programa Antídoto.


Para mais informações sobre o uso ilegal de venenos e sobre o Programa Antídoto – Portugal:
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