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26 de abril de 2019
 
 2005


Durante o ano de 2005 foram detectados 35 casos que afectaram 120 animais, a grande maioria espécies domésticas, mas os casos com animais selvagens continuaram a ser detectados.

 

Raposa (Vulpes vulpes) envenenada com Estricnina em Vila Pouca de Aguiar, 8-2-05
Foto: João Rodrigues

Vila Pouca de Aguiar, Janeiro-Feveiro de 2005
(ver Notícia em
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A 25 de Janeiro, em Vreia de Jales (Vila Pouca de Aguiar) morreu um cão de gado e desapareceu outro. Os sintomas descritos pelo proprietário levantaram suspeitas de um envenenamento. No mesmo local, dias mais tarde eram encontradas 2 Raposas mortas, que foram recolhidas pelas autoridades locais para serem feitas as análises. Nesse mesmo dia foram recolhidas várias sardinhas que se encontravam ao longo de um caminho de terra batida próximo, e que eram suspeitas de terem sido utilizadas como iscos envenenados. Passadas algumas semanas ainda estavam a ser encontrados cadáveres no local, novamente de Raposas, e apesar da zona ter sido bem prospectada, é possível que mais cadáveres de animais e iscos tenham permanecido no campo, afectando outros animais que os tenham vindo a ingerir. As análises a todo o material foram feitas de imediato e confirmaram o uso de Estricnina. Este caso ocorreu numa zona fronteiriça entre várias zonas de Caça (associativas e municipal), e o tipo de iscos utilizado aponta para uma tentativa de controlo ilegal de predadores com veneno, nomeadamente raposas, uma pratica muito frequente na época do fim do Inverno e início da Primavera, quando muitas zonas de Caça decidem fazer repovoamentos, libertando espécies cinegéticas criadas em cativeiro, ou pura e simplesmente porque acreditam que o uso de venenos irá diminuir as densidades de predadores na zona, beneficiando assim as populações de espécies cinegéticas como a Perdiz e o Coelho-bravo.

Recolha de Raposa envenenada com Estricnina em Vila Pouca de Aguiar, Fevereiro de 2005
Foto: João Rodrigues

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