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12 de novembro de 2019
 
 Portugal

O Programa Antídoto - Portugal é uma plataforma de várias organizações e instituições que pretendem fazer frente ao uso ilegal de venenos. Após os primeiros trabalhos que tiverem início a 12 de Janeiro de 2003 em Arcos de Valdevez, o programa foi apresentado inicialmente em Idanha-a-Nova no dia 4 de Março de 2004.

A área de implementação do programa é todo o território nacional, mas há uma constante comunicação e coordenação com as organizações que desenvolvem o
Programa Antídoto em Espanha, criado já em 1998. A acção coordenada entre os dois países da Península Ibérica e que já se está alargar a outros países europeus, nomeadamente do leste da Europa é essencial para conhecer e minimizar o impacte do uso de venenos.

Objectivos

O principal objectivo do Programa Antídoto na fase inicial em que se encontra em Portugal é conhecer a dimensão real do uso de venenos. Para isso está a ser criada uma rede de informação e um conjunto de mecanismos e procedimentos que permita reunir todos o material e dados disponíveis, de forma a identificar as zonas mais críticas, os tipos de venenos utilizados e as principais motivações que levam ao uso de venenos. Esta é a base para a avaliação do impacte sobre as populações de animais silvestres.

O objectivo seguinte do Programa Antídoto é a elaboração de propostas e planos de acção que apoiem e contribuam para a resolução de vários problemas que estão na origem do uso de venenos. Pretende-se para isso envolver várias entidades com competência e responsabilidades nas diversas áreas de trabalho, pressionando-as para que implementem as medidas que serão propostas no âmbito do Programa Antídoto.

O objectivo final é contribuir para a conservação de várias espécies (e respectivos ecossistemas) que se encontram seriamente ameaçadas pela utilização de venenos.

Acções

As acções a desenvolver numa primeira fase são as seguintes:

  • Criar uma rede de informação sobre o uso de venenos e respectiva base de dados;
  • Criar um sistema de recolha e análises de animais com suspeita de envenenamento;
  • Accionar os mecanismos mais eficazes de acção legal em casos de envenenamento.
    (Todas as acções anteriores envolvem a preparação e divulgação de
    protocolos de actuação, incluindo a preparação de todo o material necessário)

    Com os dados obtidos, proceder-se-á à:
  • Identificação e classificação das zonas críticas com base no número de casos de envenenamento detectados, motivações para essa prática, espécies existentes e interesse em termos de conservação;
  • Acção prioritária nas zonas definidas como críticas e o­nde existam espécies mais susceptíveis.

    Paralelamente ao estudo do problema, serão iniciadas medidas de divulgação e educação:
  • Preparação e edição de material pedagógico;
  • Acções de divulgação para o público em geral, consciencializando para as consequências do veneno na Biodiversidade dos ecossistemas e dos riscos que acarreta para a Saúde Pública;
  • Acções de formação e sensibilização para Técnicos, Associações de Caçadores e Gestores de Caça, Associações de Pastores e Criadores de gado, Agentes da autoridade, Vigilantes da Natureza e Guardas Florestais;
  • Divulgação do Programa Antídoto e respectivas acções e resultados.
  • webmaster@antidoto-portugal.org

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